Hoje eu me encontrei refletindo sobre a minha infância, enquanto eu estava ouvindo música, indo
para o trabalho. Quando eu era criança, eu sempre sonhava em ser adulto.
Eu pensava: ''Nossa! Ser adulto deve ser muito incrível! Posso sair pra rua quando quiser,
posso comer quantos doces eu quiser, não ir mais pra escola..."
Eu me lembro que eu disse isso à um amigo meu, quando eu tinha 9 anos de idade.
Hoje, eu não sou mais aquele garoto que falou isso. Já faz tempo que eu sei o que é ser adulto;
é ser responsável, independente. Acabei me esquecendo, que quando crescemos e passamos a ser adultos, não temos mais aquela inocência, e nem mais idade para ter aquela sensação de proteção que os pais nos dão. Quando nos machucávamos, a mamãe ou o papai colocavam um curativo, ou soprava o machucado.
Com o passar do tempo, os machucados se tornaram mais profundos. Na infância o que me preocupava era um joelho ralado, vermelhidão no cotovelo por causa de uma queda de triciclo ou bicicleta, a cárie por causa dos doces, ficar de castigo na escola. Agora, na vida adulta, o que me preocupa é magoar os sentimentos de alguém, chorar por perda de alguém ou chorar por um amor; as pessoas me preocupam porque desafortunadamente não dá para confiar nelas, medo às vezes da vida, euforia e nostalgia, saudades de quando eu era criança.
Porém, é bom ser adulto. Nós aprendemos muitas coisas cruamente, e que nos faz mais forte e faz com que nós evoluamos como homens e como seres dotados de alma e espírito. De agora em diante, será a minha vez de ser pai, e dar aquela maravilhosa sensação de segurança, carinho e atenção ao meu filho amanhã.
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